Grandes coisas só podem ser feitas quando há tempo suficiente para serem planejadas.
Diga-se o mesmo das coisas opostas: inúteis e sem real valor para quem quer que possa apreciá-las. Contudo, a sensação de inutilidade é um tanto relativa para ser avaliada de forma banal. Digo isto pois se imaginarmos aquele que cria, veremos partir de si sempre as críticas mais negativas, a menor valorização de seu trabalho (claro, em se tratar de certo tipo de pessoa, veremos justamente o contrário); e, da mesma forma que a critica, valoriza-a inexplicavelmente, talvez sabendo inconscientemente, que a obra que se cria, mesmo vã e desproveitosa, tem mais valor para si que aquela jamais realizada. E, por que não por pensar que, se está criada, possa vir a agradar quem que com ela tope em determinada altura?
Na verdade, não creio que grandes coisas necessitem de tempo para serem planejadas. Grandes coisas simplesmente ocorrem, nas bem-aventuranças de mentes brilhantes (Aposto que se uma maçã tivesse caído em minha cabeça, o máximo que poderia deduzir é que jamais deverei tirar um cochilo embaixo de um pé de jacas).
Felizmente, para mim e para quem tem a necessidade de criar para sentir-se vivo, não é proibido criar, mesmo que não sejam criações de grande qualidade; e, paradoxalmente, detesta-se e ama-se o que se cria, assim como detestamo-nos e amamo-nos ao mesmo tempo, pois toda criação é uma parte nossa, idealizada, materializada. Um pouco daquilo que flutua em nossas mentes e que carrega tanto significado quanto negamos ser possível carregar.
O que vale, de fato, é criar! Não precisa-se de talento nem tão pouco de inspiração. A arte de criar não necessita criatividade. É o exercício de exercitar a alma humana. Cantar a beleza envolvente dos mistérios de nossas mentes. Angústias, aflições, desejos, amores: sentimentos que nos compõem, que nos impulsionam, que nos dão vida a vida!
Sobre o que eu pretendia escrever mesmo?
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